29 May, 2015

Aluguel de veleiro - Rio de janeiro

No início do ano subimos o veleiro no CNC ( Clube Naval Charitas) -Rio de janeiro, mais uma travessia para o Cidade Maravilhosa, sempre uma boa oportunidade de rever os amigos e aproveitar as águas da Baia de Guanabara, ainda que completamente poluída, fico pensando como serão as Olimpíadas, enfim isso é papo para outro dia.

É muito interessante observar o mar e suas características, cada porto, cada lugar têm suas peculiaridades, saímos para velejar com o amigo e grande velejador, Lauro Valente e seu filho, Gustavo Valente, nosso novo velejador, um dia de sol e ventos constantes de 20 nós, que não é muito comum no Rio, trocamos a genoa por uma 100%, para conforme de todos a bordo. Mesmo com os 20 nós de vento o mar fica liso, ao contrário da parte leste da Baia de Ilha Grande, com muito menos vento a passagem da ilha dos Macacos com TEBIG fica enorme, como todo o lado de dentro até a saída da Restinga com Castelhanos.

Muito vento e mar liso o nosso veleiro decola, tivemos uma ótima velejada com média acima dos 7 nós.

Velejamos a tarde inteira, jogando conversa fiada, com o amigo Lauro no comando do veleiro, sem destino apenas indo e voltando Niterói/Rio/boca da barra, simplesmente pelo simples prazer de velejar. 

22 April, 2015

Aluguel de veleiro–Saco de Mamanguá/Cotia/Paraty Mirim


Neste final de semana visitamos o Saco de Mamanguá, nem sei mais quantas vezes já fomos a Paraty Mirim, Saco de Mamanguá, Ilha da Cotia, Pouso de Cajaíba… talvez 20 vezes ou mais, porém a cada ida/vinda a sensação é a mesma da primeira vez, tamanha é a beleza da região, não dá para dizer que conhecemos tudo o local é simplesmente mágico. Muitos são os adjetivos que podemos usar, fiorde tropical, berçário marinho, paraíso, moradia de caiçaras, obra divina, poder da criação, enfim, somente a união de todos esses adjetivos chegue próximo do que é esse lugar.
DSC_0277
Velejando por dentro do Mamanguá, fomos agraciados por golfinhos, eram muitos, talvez 100 ou mais não dava para contar a alegria da tripulação ao ver tantos animais maravilhosos deixou todos com “ cara de paisagem” . A diversidade do local é enorme é comum ver aves, peixes, tartarugas, arraias por todo o roteiro é um local ímpar e inacreditável, ainda pouco tocado pela mão humana, as coisas ainda são bem simples, sustentável e em harmonia com a natureza.
DSC_0279
Dentro do Saco de Mamanguá tem a Vila Cruzeiro, um vilarejo de caiçaras onde a atividade principal é a pesca, tem um  BAR DO S. ORLANDO, onde é servido um PF pelo valor de 25 reais e é da Vila Cruzeiro que parte a caminhada para o Pão de Açúcar, um mirante fantástico de subida muito íngreme de 2 horas, onde é possível observar todo o fiorde de Mamanguá, pena que não deu tempo de subir, mas fica para a próxima vez.
Vila Cruzeiro S.Mamanguá
Nosso roteiro: saímos do ARMC ( Angra dos Reis Marinas Clube ), pela manhã, dia 18/04 com primeira parada em Paraty Mirim, onde para almoço um PF de 15 reais ao lado da Igrejinha. Dois pernoites na já conhecida Ilha da Cotia. Nos dois dias de estadia em Paraty, visitamos os fiordes da Cotia, com visitação a aldeias indígenas e vilas caiçaras. Nosso retorno foi na segunda pela manhã, direto para enseada de Sítio Forte com mergulho no Pinguino ( naufrágio ) e almoço na Tapera. Para fechar com chave de ouro retornamos para o ARMC com ventos de través de 12 nós e o Caulimaran andando a 7,5 nós constante. No clube um bom vinho para comemorar o passeios

06 April, 2015

Aluguel de veleiro – To be on the top of the world


IMG_2441

O que é estar “ on the top of the world “ ? Para alguns é ter muito dinheiro, fama, carro importado, grandes iates, enfim…. Cada um tem seu parâmetro de estar no TOP. Qual é a seu? A nossa é ter contato com a natureza, ouvir o som do vento a água batendo no casco do veleiro, é poder viajar para lugares distantes e conhecer o povo e seus costumes
Nosso ponto de partida foi o ARMC ( Angra dos Reis Marinas Clube ), onde fica o Caulimaran, um dia perfeito, não fosse o vento de SE, contra, com seus 15 nós e 17 nas rajadas, mas isso não é problema para o Caulimaran, a princípio, fomos na genoa 150, pois acreditamos que o vento iria ceder um pouco, com meia hora de velejada o vento cedeu para 12 nós constante e com isso subimos o GRANDE e fomos bordejando no contra vento até a Vila de Abraão, onde, depois de fundear na Crena ( canto esquerde abrido em Abraão), fomos até nossa base POUSADA ALL BAG’S saborear um bom vinho com o amigo Luciano Guerra e conhecer a equipe de subida.

Da trilha: são 982 metros de subida que começa na vila de Abraão e não pense que é moleza, para os bem preparado fisicamente é possível fazer em 03 horas de pura subida, fizemos em 3 horas e meia, com muitas paradas, se você é uma pessoa sedentária, não vá pois não vai conseguir chegar nem na metade. Pelo meio do caminho existe um riacho com água gelada para refrescar. A trilha é bem fechada, porém úmida o que acaba facilitando um pouco a subida. A descidas dura pelo menos outras 2 horas e não pense que é moleza, dizem que para descer “ todo santo ajuda “, nesta trilha nem santo vai, é outro desafio, pois as pernas já estão cansadas da subida e na descida o músculo da cocha tem frear a todo momento. Meu conselho: vá preparado fisicamente. Outro detalhe muito importante é partir cedo para não ter que voltar a noite, onde a trilha pode ficar bem mais difícil. No total você vai gastar pelo menos 5 horas e meia entre ida/volta e polo menos 2 horas de observação.

DSC_0072Da chegada: para os que conseguem chegar no pico a vista é única, pois é possível avistar a restinga da Marambaia e toda a parte de dentro e boa parte de fora ( Jorge Grego, Dois Rios, Lopez Mendes) da Ilha Grande. A recompensa é grande e a imagem fica gravada na mente, e, neste momento de contemplação, é possível ver o poder da criação. Um pico imponente observando tudo a milhões de anos, toda as besteiras que nós, seres humanos, ditos racionais, fazemos com a natureza.

Da equipe: a subida foi conduzida pelo amigo Luciano Guerra, velejador, guia, professor de meteorologia da UFF, profundo conhecedor, nascido e criado na Ilha Grande, Marcinha, Gringo, Raphael, Eu e Marcela. Nosso profundo agradecimento a toda equipe que nos ajudou na trilha, principalmente a Marcinha, figura fantástica, que a todo tempo nos deu apoio moral na descida, devido ao meu notório estado de esgotamento físico.





Nossos agradecimentos a toda a equipe da pousada ALL BAGS, http://allbagsguesthouse.com/ que nos apoiou em sua confortável base, servindo como ponto de partida/ chegada, onde podemos planejar toda a caminhada proporcionando assim, muita segurança a todo o grupo.
Para você que gosta de velejar, caminhar e de estar em contato com a natureza, venha conhecer nosso trabalho.Nós somos a equipe Caulimaran e queremos levar você a lugares incríveis na Ilha Grande, bons ventos e até a próxima

24 March, 2015

Aluguel de veleiro - charter N 29 - Aústria

Bandeira da Aústria
Nosso charter desse final de semana foi com um grupo da Aústria, para quem não sabe como eu, o país fica na Europa central um pouco acima da Croácia o povo da vela não possui mar e é necessário descer 06 horas de carro até a Croácia para uma velejada. O idioma é o Alemão, porém o Inglês também é falado por sua grande maioria, com isso uma bela oportunidade para IMPROVE THE ENGLISH Como sempre um povo muito educado e agradável, que torno o nosso trabalho muito fácil

A intenção do grupo era uma boa velejada no Brasil, que não foi possível, pois um dia com pouco ventos, rolou apenas uma brincadeira com ventos de no máximo 07 nós nas rajadas. Porém o passeio foi agradável com visita a Lagoa Azul bem vazio e um belo almoço no restaurante Refúgio das Caravelas no Saco do Céu - Ilha Grande.
Moqueca de camarão - Refúgio das Caravelas

O legal desse trabalho é poder trocar informações e conhecer um pouco outros países e suas culturas e poder passar um pouco de nossas experiências para essas pessoas que vem de longe nos visitar

17 March, 2015

Aluguel de veleiro–Charter 28


IMG_2454Nosso primeiro charter em nossa nova casa ARMC, saímos com um casal de namorados para curtir um simples dia no mar, com tranquilidade, o dia foi bem escolhido, pois no domingo costuma ser menos cheio já que as pessoas já estão tomando o rumo de volta para casa. Agora que estamos mais perto da Baia da Ribeiro, decidimos levar o casal nas ilhas de Paquetá e Itanhangá, fica há 7 milhas do clube onde a água é bem clarinha e o visual é perfeito para casais enamorados. Além de aproveitar o mergulho o local é perfeito para desembarcar, fazer caminhada e aproveitar o outro lado da ilha, onde existe uma piscina natural com águas bem calmas.Na Ilha de Paquetá existe um flutuante que serve a bordo vários tipos de petistos e o preço é justo ou quem preferir, basta pedir que o bote de apoio do flutuante vem buscar. Na Ilha de Itanhangá tem uma caminhada a partir do canto esquerdo do paredão que leva ao topo do mesmo, onde é possível ver boa parte da Baia da Ribeira e parte da Ilha Grande, para quem gosta de fotos é um belo local ou até mesmo para contemplar a paisagem. A caminhada é um pouco íngreme, mas vale a pena o fundamental é levar água e protetor solar para os dias mais quentes.

03 March, 2015

Aluguel de veleiro - Histórias da Ilha Grande - Descobrimento

Dando continuidade a nossa série de postagens da parte histórica da Ilha Grande, vamos publicar neste post, como foi interessante o descobrimento desta maravilhosa Angra, que foi oficialmente descoberta 04 dias depois do descobrimento da Baia de Guanabara. Tendo como principal curiosidade o fato de também ter sido confundida como uma entrada de um grande rio, assim como foi com a Baia de Guanabara.
"O descobrimento da Ilha Grande tem semelhança com o descobrimento da cidade maravilhosa. O Rio de Janeiro foi batizado no dia 1 de janeiro de 1502, quando Gonçalo Coelho (o chefe da primeira expedição exploradora) concluiu que a baía da Guanabara era a desembocadura de um grande rio. A baía da Ilha Grande também foi confundida pela mesma expedição, cinco dias depois. Navegando pelo o canal existente entre o continente e a Ilha Grande a expedição achava que estava entrando em uma enseada. Ao passarem pela região onde está hoje a cidade de Angra dos Reis, verificou-se o engano. Não era uma enseada porque visualizaram ao longe a saída para o oceano, que fica próximo da atual cidade de Paraty. Por ser o dia em que a Igreja Católica comemora os Santos Reis Magos, a localidade foi batizada como Angra dos Reis. Então a data do descobrimento da Ilha Grande é a mesma da fundação da cidade de Angra dos Reis, 06 de janeiro de 1502. Naquela época a região era habitada pelos índios Tamoios, que já a chamavam de Ipaum Guaçú (Ilha Grande). Padre Anchieta, o famoso catequista dos índios brasileiros, também registrou a presença dos Tamoios na Ilha. Segundo Anchieta, eles viviam em aldeias com cerca de seis ocas, totalizando aproximadamente 150 habitantes. Eram valentes guerreiros, ótimos flecheiros, caçadores, pescadores de linha e mergulho e viviam de modo distinto dos outros indígenas do continente, além de terem a sua linguagem também diferente. Com o tempo foram sendo escravizados pelos portugueses que ocuparam as aldeias existentes em: Mangaratiba, Ilha da Gipóia (em frente à Angra dos Reis) e Paraty. Ao longo do século XVI, houve diversos combates na região. Nesses combates, os portugueses, aliados aos tupiniquins, enfrentaram os franceses, aliados aos Tamoios. Em 1559, a coroa portuguesa resolveu nomear Dom Vicente da Fonseca para administrá-la, o que só ocorreu, de fato, com o fim da guerra com os Tamoios, em 1567."
Bibliografia:

Está página e outras tem como referência: 
Apontamentos para a história do Rio de Janeiro, Angra dos Reis e Ilha Grande. 
Carl Egbert Hansen Vieira de Mello
Projeto Ilha Grande Secretaria Municipal de desenvolvimento econômico, social e planejamento. Governo Neirobis Kazuó Nagae.